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Six Strings That Drew Blood

Não minto que não sou o cara que mais comparece em shows. Nem o mais pontual, é verdade. Mas existem dias que eu vou e não me arrependo. Esse show foi uma grande surpresa para mim e de várias formas, além de ter sido uma fagulha para que eu voltasse a usar meu violão.

Há muito tempo atrás, minha – na época – namorada me apresentou à um projeto chamado Black Barn Music. Eu tenho um respeito enorme por esse estilo mais pessoal e intimista e sempre quis conhecer o cara que fazia esse som, coisa que muito sem querer aconteceu anos depois. Mas porque conto isso?

Hoje os convites não são mais via email e sim pelo Facebook – isso todo mundo sabe. Lá vi que ia tocar o Richard There, que o André havia me mostrado a algum tempo atrás. Achei que seria uma boa sair um pouco. O velho “porque não?”.

E, assim como os convites, conhecer as bandas é um processo totalmente diferente, de ir no soundcloud, bandcamp e – para os mais conservadores – myspace. Qual foi a minha surpresa ao ver que um dos projetos que iria tocar – Palace Hotel – não é justamente o André e que as músicas eram as do Black Barn Music (que na verdade era Palace Hotel no começo)?

Aí decidi que deveria mesmo ir.

Como sempre faço, me perdi indo pro lugar. Eu estava preocupado pois começaria às 20h e já havia passado mais de meia hora desse horário. No fim tudo deu certo (eu estava olhando o número errado, não sei como) e cheguei no lugar.

Era uma casa e logo de cara já tinha uma escada gigante que já desembocava no lugar onde os shows aconteceriam. De um lado havia uma cozinha, do outro uma sala e outra escada (que talvez levassem para os quartos?). De frente para a janela as mesas e caixas de som foram montada.

A noite estava amena, sem sinais de chuva. Já não me lembro que horas as apresentações começaram, mas o primeiro foi o Palace Hotel.

Eu fiquei de pé a maior parte dessa 1ª apresentação. Haviam vários rostos conhecidos meus e assim ficou mais fácil de não me sentir constrangido. Não iria beber nada alcoólico, então assim seguiria a noite.

Bem minimalista, com apenas um violão, uma pedaleira e sua banda de apoio, como ele próprio apelidou seu gravador de 4 canais. O gravador apareceu mais para o final da apresentação, onde cantou baterias psicodélicas nos acordes inspirados do violão. A voz arrastada, introvertida, casava com a atmosfera da noite.

Assim que terminou o Palace Hotel, além dos aplausos começou a chuva. E ao palco improvisado surgiu o Semi-Solo empunhando seu violão como um trovador mesmo, naquele estilo medieval e com sua barba e nervosismo.

A voz forte e pesada recaia no público que agora beirava as 40 pessoas – e alguns ainda iam chegando – da mesma forma que a chuva castigava a Avenida Alfonso Bovero. A cerveja na geladeira hidratava quem lá estava. Entre as músicas, os assovios e palmas. Durante, tudo o que se ouvia era o que saía das caixas de som e ecos das paredes.

É um ambiente intimidador, só você e um violão. Uma plateia esperando e você nervoso. Semi-Solo teve alguns momentos de nervosismo extremo, mas conseguiu contornar com a ajuda dos amigos e da resposta positiva de todos. Achei a apresentação um tanto quanto longa, enquanto a do Palace Hotel – por motivos diversos – me pareceu mais curta.

E para mim, que estava acostumado a um ambiente de bandas ou de música eletrônica, ver só uma pessoa ali, abrindo o peito e levando tiro é uma coisa muito marcante. E na música eletrônica você realmente vira um robô. Ali estavam as tripas – e sim, eu sei, clichê.

Até então era a classe dos trovadores, como Bob Dylan, Elliot Smith, Nick Drake. Mas então surge Richard There. Ninguém naquela casa esperava aquela intensidade. Aos berros, suando, batendo (e quebrando coisas), Richard There manteve toda a plateia olhando, com perplexidade, aquele rapaz urrando e contando histórias psicóticas com a música de fundo eletrônica e dispersa.

Entre o show do Semi-Solo e o de Richard There fui até a área aberta da casa – havia parado de chover – e de lá vi o começo. Havia uma janela ali, de onde via o cantor de costas. O som animalesco anti-rock, totalmente artístico, foi crescendo e tomando conta da atenção de todo mundo. Era de certa forma uma catarse coletiva.

Acabaram os shows, sobraram as conversas e música alta (Flaming Lips). Ao final, restaram as horas da noite, a falta de transporte e uma sensação de que eu poderia e deveria fazer aquilo também.

Invadindo a Campus Party

Post publicado originalmente no dia 28.01.10 no site do Chippanze

Terça Feira, segundo dia da maior LAN Party do Brasil, isso vocês devem saber já. E, claro, se acompanham o Chippanze sabem que “invadimos” o espaço.

No dia 26 foi a vez do Pulselooper tocar no espaço do Game Music Brasil. Eu não ia poder ve-lo, mas, faltando 40 minutos pra ele entrar no palco, lá estava eu pegando o trem em direção ao Jabaquara. A viagem de Pirituba até lá foi longa, deu tempo até de compor uma música no caminho.

Saí do lado errado do metrô – óbvio! – mas me localizei e tentei esperar o ônibus especial do Campus Party da estação ao centro de exposições Imigrantes. Tinha uma pequena fila, mas nada de ver o ônibus. Fail #1. Fiquei pouco tempo e resolvi ir a pé. Belos 15 minutos de caminhada e já eram 14h40. André começou a tocar a ultima música na hora em que pisei no Campus Expo, a área livre do evento. Pena. Mas valeu.

Após o show, lá fomos nós tomar café. Exatamente atrás do estande do cafezinho está o famoso Reactable. Dred e eu ficamos na fila para “brincar”. Pra nossa surpresa, Carlos Lopez, o espanhol criador do instrumento, estava dentro da “caverna” olhando o pessoal fazendo papel de ridículo colocando todos os objetos e não ouvindo nada. Frustrante. Entramos e Dred desatou a conversar com o cara, deu até adesivo e ele foi super simpático – parecia aliviado de ter alguém pra conversar, sem ser o enxame de crianças ou leigos totais que entravam ali. Droid-on entregou um adesivo nosso pro Carlos, que prontamente colou em seu laptop.



Dia um terminado. Voltamos na chuva. Colagem de adesivo do chippa no metrô!

27 de Janeiro, terceiro dia do evento, lá estava eu chegando onze e meia no centro imigrantes. Sabia que não ia voltar cedo pra casa então me preparei. O meu show correu legal, pena que não tenho nenhum registro agora.

Depois do show não fiz NADA até umas 17h, pois comecei a me desesperar. Teriamos uma entrevista na Tv Cultura às 18h30, e nada do Dred chegar. Fui lá, peguei meu crachá de palestrande, depois de uma confusão e me deixarem sem atendimento algum tempo. Entro na área dos pagantes, onde o verdadeiro evento acontece.

Mesas imensas cortando o espaço central, cabos e mais cabos espalhados pelo chão. Em volta, os locais de cada oficina, somente separados por paredes (pouco) altas.

Então, 18h15 e Dred me liga. Estava já no centro e tinha tirado o crachá depois de muito custo também. Fail #2. Da entrada, fomos ao estande da Tv Cultura, seriamos entrevistados ao vivo no programa especial deles!

Super tranquilo, o pessoal da tv foi demais com a gente. Após a tv, fizemos uma pequena entrevista pra rádio e então íamos lá tomar um café antes de começar a preparar o workshop, que seria às 20h. Tivemos a brilhante ideia de pedir pro pessoal da Tv se poderíamos deixar nossas malas um pouco mais ali no espaço, pois para sair teríamos de tirar as coisas da mala e mostrar. Mais uma vez, sim, Carlos estava lá perto de sua Reactable. Dessa vez a conversa fluiu melhor, se interessou bastante pelo coletivo. Foi proveitoso!

E então, de volta ao espaço, malas nas costas novamente, fomos ao reduto da música. Antes de começar, mais uma vez a Cultura nos alugou saudavelmente. Fizemos uma entrevista pro Metrópolis.

O workshop foi muito bom, teve um pessoal que ficou até o fim e curtiu, o que é importante. Espero ver, em breve, alguma coisa deles! (inclusive se restaram dúvidas, mande seu comentário aqui, um email, sinal de fumaça…)

Mas, o fail #3 veio na hora de ir embora. Contávamos com o ônibus de grátis até o metrô, que já tinha parado de rodar (ele vai até as 22, saímos as 22h30). Bora tentar dividir um táxi, que rolou com duas pessoas “maneirissimas”, como diz o Dred. Dia dois chegando ao fim, depois de uma tarde muito proveitosa e cansativa. O nosso muito obrigado a todos que de alguma forma nos ajudaram, participaram, entrevistaram ou mesmo apenas gostaram da “invasão” que fizemos pelo Campus Party!

Circuitos: BitBeats Festival no SP Game Show

Um pouco atrasado, mas estamos aí! O evento que rolou junto com a tão famosa Anime Friends (acompanhada também dos eventos Ásia Fest e Comic Fair) foi divertido.
Alguns contratempos, mas é normal de eventos tão recentes.
O pessoal do Chippanze (que me inclui, obviamente) tocou em todos os finais de semana e a recepção foi interessante.

Teve também diversas conversas sobre a indústria dos games no palco – que foram de discussões à palestras sobre os mais variados temas.
O nosso problema era muito com o estande da Saga que as vezes roubava um pouco o nosso volume no palco, inclusive durante as palestras.
Mas hoje vou comentar principalmente do dia mais importante e que diz respeito a esta coluna: o Bitbeats Festival.
Cheguei quando acontecia o show da banda Smash Bros. Afinada e com um controle do público bem legal conseguiram abrir muito bem o festival com seu Game Metal. Em seguida rolou o cast inteiro do Chippanze: Eu (Subway Sonicbeat), Ghouls ‘n Eggs, Pulselooper e Droid-On, na seqüência.

Ghouls ‘n Eggs trouxe o techno pro evento, enquanto Pulselooper conteu o público pequeno que se formava em frente ao palco.

Já Droid-On detonou com uma gigante presença de palco e com seu “dubNEStep”.

A minha grande crítica fica para o público, que talvez tenha subestimado nossas apresentações. Nada insuperável. No último show já se aglomerava uma galera esperando o Gameboys. Inclusive um cara dançou pra caramba e ganhou uma camiseta do Chippanze. Mereceu.

Gameboys subiu ao palco e mandou, num som limpo e muito bom, clássicos do 16 bits. Apesar de dizer abertamente que não sou nem um pouco fã das bandas covers de VGM, eles são minha favorita – me conquistaram com cover de ToeJam & Earl, clássico do Mega Drive.

Já o Megadriver era a banda que todo mundo parecia querer ver. Juntou muita gente no palco. Controle da platéia total, competição de Guitar Hero e a campeã do campeonato de Street Fighter tomando um couro do pc seguraram quem estava assistindo. Só achei o som muito ruim, estava estourando nas caixas e deixava tudo meio embolado, que não é legal pra nenhuma banda.

Na minha ultima hora no evento vi Synthesizemii e 2.6k.
Foi bem legal, me diverti, apesar do cansaço.
Com dois ds e mandando um som bem dançante Synthesizemii fez surgir uma roda de break, o qual todo mundo passava e parava pra dar uma olhada. Em seguida 2.6k mandou um IDM de fritar qualquer pista de dança com batidas quebradas.
Acabei não podendo ficar pra ver o show do Nostalgia On Train e do Chiptots, mas espero que tenha sido legal. Também não pude conferir o Pxldj Experience, mas troquei umas palavras com o cara e ele manda bem nos sons.

BONUS ROUND

Pra quem não conferiu ainda ou quer curtir mais chipmusic:

A Síndrome do Vídeo – Pulselooper: A cada disco ele se supera.
Um dos mais legais que eu já ouvi e repito que não é porque o conheço. É porque é muito bom mesmo.
Inspirado no filme Videodrome, do David Cronenberg, Breakbeats, techno e ambient music vem queimando no som do Commodore 64 e do Game Boy.

Primitiv Tec – Droid-On: Dubchipstep é o tema do long play.
Com uma surpresa no pacote, o disco tem uma intensidade ótima.
Feito com algumas expansões do chip original do Nintendinho, traz o dubstep original para o som 8bit sem perder o respeito.

Another – Ten Thousand Free Men & Their Families: Pra quem ainda não acredita, é possível fazer o que quiser com a chipmusic. 10k Free Men (pra encurtar o nome do projeto do australiano Tom Gilmore) faz um Chipunk de primeira e me surpreendeu quando ouvi. Não “botei fé” que era bom e me enganei – ainda bem!

Fiquem ligados: na próxima coluna vou falar da primeira festa de Chipmusic aqui em Sampa – com direito a presença de um cara que já tocou no Blip Festival. Até lá!

Circuitos: Selos e discos

Segundo post no Cultura Nerd (agora com o nome definitivo da coluna – Circuitos).

No mundo da chipmusic, os selos/coletivos são uma parte muito importante pra cena, seja por meio de divulgação da música como pelos discos em si.Os selos mais “famosos” são o 8bitpeoples http://www.8bitpeoples.com e Pause (II)http://www.iimusic.net . Enquanto um se tornou referência mundial, o outro tem os álbuns mais tecnicamente incríveis – em relação às composições muito bem construídas e utilizando de recursos dos chips mais complexos, coisa que aspirantes não conseguiriam fazer.

No Brasil, a essa altura todo mundo já deveria saber, existe o Chippanze http://chippanze.org, único especializado em chipmusic por aqui.
Já no México temos o 56kbps http://www.56kbpsrecords.org, que é quase que um selo irmão-mais-velho do Chippanze.

Na Inglaterra temos o Kittenrock http://www.kittenrock.co.uk e Calm Down Kidder http://calmdownkidder.com
Nos EUA ainda temos o selo mais hardcore, Treble Death System http://trebledeathsystem.com

Dentro de todos esse sites você vai ter uma variedade de artistas que passeiam nos possíveis ramos dentro da chipmusic. Desde de techno, passando pelo hip-hop, música de jogos fictícios, ambient, lounge e até Commodore hardcore.

O disco mais recente que recomendo aqui é do Analog, chamado Zetaunohttp://chipmusic.org/forums/topic/1560/zetauno-opl3. Minimalista, o álbum foi feito com base no famoso chip Soundblaster pra PC – quem lembra? – e foi feito pra relaxar os ouvidos.
Ernesto, o homem por trás do projeto, já lançou pelo Chippanze um ótimo disco – o qual também recomendo pra vocês.

Já Pamplemousse http://www.iimusic.net/catalog/2009/10/the-j-arthur-keenes-band-pamplemousse, do ótimo J. Arthur Keenes Band – que não é uma banda, apesar do nome – irá agradar os que gostam de uma melodia pegajosa, guitarras e escaletas.
Foi quase unânime a opinião sobre a qualidade do álbum para os que acompanham a cena de perto.

Pra mudar mais uma vez de estilo, vindo da Austrália, Third Laser, do cara mais prolífico e gênio da cena Little-Scale http://little-scale.com
No site dele você pode perceber que em dois anos o cara já lançou muita coisa.
Esse álbum traz composições feitas num Gameboy Advanced.

E pra fechar por hoje, Chipotle http://chipotle.bandcamp.com, a coletânea de artistas Latino Americanos, mais o espanhol Ralp. Ótima pra conhecer melhor os artistas mais próximos e os seus trabalhos – que não devem em nada para os gringos, obviamente! Tem música dos artistas do Chippanze e do 56kbps, mais alguns avulsos.

Todos esses discos foram lançados de maneira gratuita – que é a parte mais legal da chipmusic. Os artistas distribuem seu trabalho de maneira que possa chegar facilmente nos ouvidos de quem realmente está interessado.
Claro que só porque é de graça não significa que é pra ser usada e usufruída por terceiros. Licenças Creative Commons são muito usadas pelos artistas pra ter o mínimo de tranqüilidade quanto a roubos.

Bom, com os links de hoje já dá pra começar a se aventurar pelos sons dos chips. Até a próxima!

Bem vindo ao mundo da Chipmusic

Post original no site culturanerd.com

Chipmusic. Chiptunes. Música 8bits (essa denominação tecnicamente é errônea, mas tudo bem). Música com – e não de – videogames. A principio soa estranho pra quem nunca ouviu falar, mas se você cresceu ouvindo a trilha do Mario, do Sonic, ou mesmo do Megaman, vai entender porque chipmusic é tão legal.

Como primeiro artigo nesta coluna, é bom explicar exatamente o que é a chipmusic. Utilizando-se do chip sonoro videogames e computadores antigos é possível compor com os recursos limitados que esses aparelhos proporcionam. O legal é sempre usar os aparelhos originais, mas para nós brasileiros é ainda muito caro comprar cartuchos regraváveis ou são computadores um pouco dificeis de achar como o AtariST e o Commodore 64 (C64).

Em minha humilde opinião, o interessante da chipmusic é exatamente a sua desvantagem em relação a processos modernos de composição. Usando, por exemplo, o programa Famitracker – no qual é possível compor músicas do NES – temos apenas 5 vozes. Isso é uma limitação tremenda, e aí que reside a grande diversão. Como transformar uma idéia em música com poucos recursos? Tão gratificante quanto terminar um mundo de Super Mario Bros é terminar uma música usando apenas 4 canais no Game Boy. Ou 3 no C64.

Quero que, com essa coluna, mais gente acabe virando fã ou até mesmo começando a compor chipmusic. Trarei notícias da cena brasileira e internacional, dicas de álbuns, softwares e shows.

Críticas, dúvidas e sugestões são muito bem vindas!

E como iniciação:

Pulselooper – Grayscale Skyline

Geralmente é difícil escrever sobre gente que você conhece sem exagerar nos elogios e não medir as palavras. Mas quando um trabalho é de uma qualidade como esta, não tem como evitar.

Pulselooper já foi um monte de bandas. Os Almeidas, Black Barn Music, Color TV. Mas atualmente é esse projeto que faz o povo dançar. Com influências do techno, Kraftwerk e breakbeat, André consegue espremer dos pobres consoles 8 bits sons urbanos que traduzem a paisagem do centro da cidade de São Paulo.

Grayscale Skyline é seu terceiro EP, lançado pelo Chippanze, e além do horizonte já citado acima, temos também misturado a obra do mestre cyberpunk William Gibson. Usando Gameboys e um Commodore 64, as batidas dos videogames são como a sujeira dos bueiros, a chuva que inunda ruas e toda a megalomania que São Paulo é. Tudo isso de uma maneira positiva, pois acredito em músicas que traduzem.

Nutro, por esse EP, uma admiração de quem vê aqueles mesmos cenários. Além disso este álbum não deve nada às produções estrangeiras de chipmusic e, na minha lista desse tipo de som, é um dos melhores álbuns que eu já ouvi. Não é, como dizem, “cabeçudo”, não tenta ser difícil. É “four on the floor”, batidão 4/4, sem frescura, fácil de ouvir e com melodias ótimas que grudam. Repito sempre: música eletrônica de verdade e de qualidade.

Download do disco aqui! [cp-018]